MATÉRIAS

▉ O PONTO DE ENCONTRO DOS CINEMATOGRAFISTAS DO BRASIL ▉

Loading...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

VENCENDO MEU MEDO


Sempre morri de medo de montanha-russa. Esse brinquedo sempre me tirou da zona de conforto, meus pés do chão. Lembro quando fui dar uma de “macho” e subi numa com uma namorada, há bons anos atrás. Resultado: Me mijei todo e nunca mais tive moral com a menina. Tempos depois, fui ao parque da Disney com o pessoal da Banda Clube Big Beatles Oficial de meu amigo Edu Henning. Na fila da tal “Montanha Russa Voadora”, e eu dando uma de macho, novamente, percebia no olhar dos amigos uma vontade de rir. Foi quando, após quase uma hora de fila, olhei pra cima e vi que a tal montanha russa passava de cabeça pra baixo por cima de mim. O que eu fiz? Sai da fila e fui vaiado por todo mundo. Literalmente! Por japoneses, russos, árabes, italianos, e pela cambada de brasileiros que estava comigo.

Outro ano, Disney novamente. E lá vou eu caindo no papo da mesma turma. “Essa montanha é pra criança”, disse Leo Teixeira. Então entrei no carrinho e lá vamos nós. Fiquei em pânico. Gritava bem alto, “Edu, Leo, Rodrigo Ayub, cambada de filhos da........”, enquanto o trenzinho despencava do alto dos trilhos. Não conseguia respirar. Era a atração do parque. Saí carregado pelos “amigos”. Para registro eterno, Edu clicou uma foto deste momento épico para a posteridade. 


Até que encontrei com Trombini (dono do parque de mesmo nome), que com uma simples frase, ensacolou e despachou meu medo pra longe. “Solta o ar dos pulmões, relaxa e curte a viagem”.


Mais um ano, mais um passeio por Paris. Desta vez acompanhado por meu filho Alexandre Birck. E lá vamos nós na Disney de novo. Só que desta vez eu não poderia dar uma de fraco ao lado do filhote. Escolheram a Montanha Russa do Aerosmith. Rock pesado. Navegação e queda no escuro. Ponte que caiu! Me acomodei no banco, Alex do lado. A música pára, a alça do vagão prende meus pulsos e uma gargalhada diabólica sai dos alto-falantes, com uma arrancada incrível do trem rumo ao buraco negro. E lá vou e meu medo, trilho adentro. Antes da queda ao ar livre, no escuro e com o capeta rindo ao pé do ouvido, lembrei na frase do Trombini. Substituir o medo por prazer. E assim fiz.


Foi incrível. Em vez de ficar travado, apavorado e de olhos fechados, relaxei, levantei as mãos para o alto e curti uma das mais fantásticas montanhas russas que já vi. E ao lado do filhão, achando o seu pai o maior pateta do parque. Hoje, sou fã de qualquer montanha russa.


Conclusão
Fui persistente em 2 vezes. Sem sucesso.
Não personalizei a falha. Cometi um erro (fiquei travado), mas não me senti fracassado.
Peguei informações de quem poderia me ajudar.
Fiz a mesma coisa. De forma diferente.
O que era medo, hoje é prazer.

Toda essa minha conversa é para colegas de profissão que ainda olham a DSLR como um grande bicho-papão. Agarrados as suas filmadoras, não dão a "mão-a-palmatória" para a evolução da cinematografia que agora dita o mercado. Ou por achar que nada mudou, ou por ter medo de tanta mudança na forma de trabalhar. Estas mudanças, drásticas, mudaram nossa forma de ver diante das lentes. Antes, ou tudo no automático, ou, no mínimo, alguns botões para mexer. Hoje, foco manual, vários outros controles, além do cinegrafista ter uma veia artística para a direção de fotografia.

...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

COBERTURA DE CASAMENTO – UM EVENTO, MUITAS RESPONSABILIDADES


Registrar um casamento requer conhecimento e responsabilidade.
Existe uma primeira vez para tudo. E se neste próximo fim de semana for o registro de seu primeiro casamento, coloque em mente que você irá encontrar muitas situações que poderão ser “a primeira e única vez que acontecem”. Há um primeiro beijo, a primeira dança e o primeiro corte do bolo (se o mesmo não for cenográfico). E onde suas câmeras vão estar para cada um desses únicos momentos? Você vai precisar de iluminação para cada uma delas? Como e quem vai gravar o áudio? Quando a noiva disser: "sim", você vai estar pronto, no lugar certo, para garantir a captura de cada palavra e cada ângulo?
Este guia irá atender às necessidades de equipamentos, prioridades de eventos e expectativas típicas do casal e suas famílias.
Considerações importantes
Lembre-se que cada cerimônia é única, cada recepção é diferente, não existem dois eventos que acontecem exatamente da mesma maneira e, acima de tudo, cada festa de casamento, padrinhos, daminhas e pajens, trarão suas próprias personalidades, necessidades e pedidos de última hora. Segundo o escritor e especialista em comportamento humano, Denis Waitley, o primeiro conselho para todos os videomakers de casamento é: "Espere o melhor, planeje o pior, e prepare-se para ser surpreendido!".

Tradicionalmente, quem paga os custos da fotografia e videografia é a família da noiva. Mas nos últimos anos, "quem paga o quê" mudou.  Esse “quem está pagando a conta” será o seu cliente, mas quem deverá ser agradado e bajulado será o casal. Então é provável que você tenha mais do que um chefe. Minha recomendação é: esteja aberto e flexível às necessidades das famílias. Eles podem solicitar uma ida ao aeroporto registrar a chegada de convidados, e até um pulinho no boteco da esquina pra mostrar o cunhado tomando uns goles. Dizer sim a um pedido incomum pode até lhe dar trabalho, mas vai lhe garantir a presença em outras demandas deste cliente. Fidelize seu cliente!
Não perca nenhuma oportunidade de registrar o inusitado.
É lógico que estou falando de acontecimentos que fogem do previsto. Solicitações imediatas surgem do nada. Nunca entre com um “não” como resposta. Casamentos típicos e normais terão parâmetros fixos referentes a preço, disponibilidade de tempo, equipamentos e pessoal. O inusitado não tem como se adivinhar, mas pode-se prever, de acordo com o estilo de seu cliente. Olho nele.
Você vai fazer a cobertura completa ou só a cerimônia? Querem making of da noiva e do noivo se preparando para o grande dia? A disponibilidade de seu tempo e da localização de cada evento são fatores importantes a considerar para você montar seu check list e equipe? Se estiver trabalhando dentro de um orçamento limitado, isso irá ditar algumas de suas escolhas. Seja muito claro com seu cliente sobre o que você vai gravar e entregar e quanto vão custar tudo isso. Depois de todos os detalhes discutidos, o contrato é assinado e sua responsabilidade começa a contar a partir daí.
Pode-se fotografar ou filmar um casamento sozinho, mas não aconselho chegar a tanto. “Quem tem um, não tem nenhum”. Você deve ter, no mínimo, duas câmeras e pelo menos um assistente. Isso fará uma grande diferença. Este assistente poderá operar a segunda câmera, quando necessário, manter as baterias carregadas e prontas, supervisionar os cartões de gravação e estar disponível para lidar com as tarefas previstas. Manter uma equipe responsável e bem treinada permitirá que você se concentre em ser um apenas um fotógrafo ou videomaker.

Em campo
Não tenha uma câmera. Tenha várias. Embora não haja um número perfeito quando se trata de câmeras, o mínimo recomendado é ter um equipamento sobressalente dentro do case. Conheço profissionais que levam sempre uma câmera amadora ou uma filmadora handycam no bolso, para qualquer eventualidade. Melhor perder o café da manhã, mas ter uma barra de cereal no bolso!
Melhor do que isso é ter o backup de equipamento na mesma configuração e modelo dos demais. Quanto mais conteúdo igual, melhor.
A iluminação é um componente crítico de qualquer produção de vídeo. Um kit de LED cobrirá a maioria das situações. Por mais que suas lentes sejam extremamente claras. Junto ao kit é bom ter tripés para colocar alguns LEDs e espalhar em locais estratégicos. A iluminação portátil em conjunto com a luz do local, produzirá belas tomadas de contraste e recorte, valorizando suas imagens finais.
Hoje em dia, com o domínio absoluto das DSLR em eventos sociais, a captação de áudio separado da câmera tem sido uma pedra no sapato de muitos videomakers. Acostumados a junção de áudio e vídeo pelas filmadoras, agora eles passam a ter mais uma entre tantas outras preocupações. Prepare um plano de cobertura do áudio em todos os ambientes onde será registrado o casamento. Gravadores portáteis (Zoom H4N, Tascam DR40) podem fazer a base principal do filme, gravando o som que será gerado pelo próprio sistema de som do local. Já sobre a sapata da câmera, um microfone shotgun poderá pegar detalhes próximos da captação, como um som de beijo, o tilintar das taças ou até mesmo algum comentário sutil. Não abra mão de nada. Queira registrar tudo. E nunca confie no microfone da câmera. Na Memory Produções Brasil, usamos 2 Tascam DR40, microfones onboard nas câmeras e ainda um mini Tascam D50, sob o paletó do noivo. Nenhum ruído escapa aos nossos ouvidos. Após a cerimônia, a recepção apresenta uma variedade de opções de gravação de áudio. Haverá brindes, discursos, portanto, um microfone sem fio de mão pode ser uma peça muito útil do equipamento. Caso seu cliente invente de gravar alguns depoimentos pela festa, você já estará preparado.
Cumpra rigorosamente o que foi combinado na contratação.  Seja ético.
Check List
Não abra mão do check list. Pensar que isto é inútil pode ser o começo de um grande problema lá na frente. Junto com sua equipe, defina qual será o equipamento correto para fazer o trabalho direito. Uma vez que todas as suas necessidades de equipamentos foram cumpridas, crie uma lista de verificação para cada casamento que você for cobrir e confira item por item na hora de ir gravar. E na hora de sair do local da festa. Não vá esquecer nada por lá. Além de câmeras, luzes, equipamentos de áudio, cartões, baterias, tripés e monopés, certifique-se de ter várias opções de cabos, adaptadores, carregadores, cabos de alimentação e mídias extras. Outros itens essenciais incluem fita adesiva e um kit de ferramentas.
Rede profissional e social
Além de sua própria equipe, você vai precisar fazer contato com outros profissionais que estarão envolvidos no mesmo evento. A cerimonialista, se houver, poderá fazer este link. Contate essas pessoas antes do evento, se possível, ou no início do casamento. Para fotógrafos e vice e versa, procure saber em que espaço você pode transitar sem atrapalhar, o que poderão fazer juntos. Em apresentações com banda ou grupos musicais, converse com o vocalista sobre o momento em que vai chamar o casal para animar a festa. O DJ também é peça fundamental neste processo. Um mal DJ poderá acabar com seu registro na pista, sem sequer seu cliente perceber. O DJ poderá avisar quando algo não programado irá acontecer, o momento da entrada dos noivos na pista e o lançamento do buquê. Ah, e importante, não lançar fumaça durante suas gravações de dança, e até mesmo evitar ligar o terrível e temível canhão de laser, “queimador” oficial de sensores fotográficos. Seja amigo deste camarada.

Fique atento
Quase sempre tem muita coisa a fazer mesmo antes da chegada dos convidados. Uma câmera já deverá estar de prontidão assim que sua equipe desembarcar no local. Esse profissional só se preocupará em gravar. O restante da equipe sai com as bolsas e equipamentos para se instalarem no ambiente.
Em evento com duas ou mais câmeras, defina quem faz o quê. Um fica com a noiva, outro o noivo e mais um nos convidados, celebrante, etc. Certifique-se de pegar o máximo de detalhes possível. Desde o cabelo e maquiagem da noiva até as mãos nervosas do noivo. Nada pode fugir de sua lente. Enquanto os convidados começam a chegar e o evento começa a acontecer, esteja pronto para capturar qualquer coisa "especial" ou fora do comum. Estes acontecimentos “inusitados ou diferentes” serão adições maravilhosas para um filme ou fotografia que vai ficar exclusivo em sua singularidade.
Os videomakers Alexandre Birck e seu pai, Keko Sinclair Birck. Aprendizado diário.
Conclusão
Com o tempo, você irá desenvolver seus próprios métodos e estilo de capturar um evento. Quer seja um casamento ou um aniversário. Existem estas regras básicas que citei que irão ajudá-lo a ter um bom dia de trabalho. Não se esqueça de reivindicar seu espaço durante a cerimônia, para a instalação de tripés de câmera e de luz. Tudo com antecedência. Certifique-se de que você sempre terá o rosto da noiva em foco a partir de pelo menos uma das câmeras. Desde o momento que ela entra na cerimônia até a hora que ela sai. Esteja certo de registrar pais e parentes do casal, bem como quaisquer amigos ou personalidades importantes.
Se você precisar de ajuda adicional, como ver nossos filmes produzidos tanto de casamentos, aniversários, quanto empresariais, não deixe de acessar nossa página na internet: www.memoryproducoes.com.br. Não somos os melhores, mas fazemos questão de nos aperfeiçoar diariamente. A perfeição é uma busca constante.
Sucesso no seu trabalho e que Deus nos abençoe!

...

A base desta matéria foi retirada do site da BH Photo e Video e complementada pelo autor deste blog.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

MONITOR DE CAMPO LILLIPUT 7’

Monitor de Campo Lilliput. Perfeita para sua DSLR
Um item extremamente importante para todo cinegrafista que utiliza DSLR, é possuir em sua lista de equipamento um monitor de campo. Por isso resolvi apresentar este, adquirido diretamente com Lucas Lapa, consultor em produtos para videomakers e fotógrafos.

Quando digo “produto indispensável”, imagino que seu trabalho vá além dos casamentos e sociais da vida. Um monitor de campo é peça fundamental em trabalhos corporativos, filmes e curtas, publicitários e até mesmo os sociais. Dá ampla visibilidade na cena, além de facilitar nas gravações externas com sol à pino ou contra luz. Acompanha um para-sol dobrável, cabos, adaptadores para baterias Sony e Panasonic, além de adaptador AC. Após observar 5 diferentes modelos e marcas, achei  este com bom preço e que atende perfeitamente bem a todas as necessidades dos profissionais. Ele ainda possui entrada para alimentação 12v, através de conexão XLR.

No caso do Lilliput 665GL-70NP, ele possui uma saída extra em HDMI (HDMI OUT).  Por isso fique atento na hora de comprar. Ele deve possuir a menção "HO / Y".  Na caixa vêm especificado outras duas configurações, que, creio eu, podem ser com menos ou mais saídas e recursos. 
7 polegadas. Tamanho perfeito para qualquer demanda externa.
O modelo que adquiri tem imagem bem contrastante e brilhante (250cd/m2), apesar do modelo inferior, 50NP vir com extremo contraste e brilho (450cd/m2). Vai entender!  Toda essa qualidade devido ao monitor retroiluminado por LED.

Ele é 1024x600 com uma proporção de 700:1 de contraste, eficaz para gravações em qualquer ambiente, pois gera excelente qualidade e com um tamanho físico apropriado ao porte da câmera ( 19,4 cm de comprimento x 15 cm de altura x 3,8 cm de espessura).

Vi em alguns sites americanos onde cinegrafistas se queixam de que a imagem não preenche toda tela. Mas a solução é simples: Desabilite todos os extras de seu LCD, apertando apenas a tecla “info”. Ele só não vai preencher a largura, pois você deve lembrar que o LCD da câmera não é 16x9. Portanto o sinal de visualização gerado é ligeiramente quadrado. (+/- 16x12).

Várias opções de entradas e saídas, além de uso de baterias Sony ou Panasonic
A qualidade de imagem 1080i é excelente. Possui outros ajustes de aspect ratio, como 4:3, 16x9 e Full Screen, além de várias opções de safe área e nível de horizontal (Center Mark e screen Mark). E uma vasta saída e entrada de sinais facilitam na hora do trabalho. Na traseira temos opções de entrada e saída de vídeo, vídeo composto, HDMI e apenas entrada para vídeo composto e entrada de áudio. Com exceção dos cabos HDMI, todos os outros precisam de um conector BNC ou adaptador para encaixar o cabo RCA.

Encaixe padrão para sapatas, embaixo e nas laterais
Trabalha com temperatura de cor em 6500, 7500 e 9300K, além de ajuste manual. Ajuste de Field, como OFF, mono, red, Green e blue. E os comuns como saturação, brilho, contraste e tint. O cabo que acompanha o Lilliput é um HDMI normal com HDMI mini (para Canon 5D MarkII). Portanto verifique sempre se sua câmera possui as saídas adequadas.

Prós
Preço. Muito em conta em relação a outras marcas.
Tamanho. Grande o suficiente para se monitorar imagem e recursos e pequeno o suficiente para ficar fixado na sapata de sua câmera. Portanto não é um “trambolhão”.
Qualidade 1080i e 480p. Imagem nítida o suficiente para monitorar em dias de sol, com muita qualidade.
Peso extremamente leve, o que não causa impacto na sapata da câmera.
Economia. Consumo muito baixo mesmo usando a bateria Sony NP-F570.
Bateria. Usa as mais conhecidas e acessíveis do mercado (Sony e Panasonic).
Para-sol dobrável. Ótimo para o transporte no case. E faz função de protetor de tela.
Encaixes de rosca na parte inferior e lateral (para o lado de montagem).
Possui dois botões de ligar (um para stand-by). Ajuda muito a economizar bateria ao alcance do dedo.

Contras
O manual em inglês é uma piada. Quem o traduziu deve ter usado o Google Tradutor (rsss).
Estrutura física toda de plástico, que requer cuidado. Não pense em deixar cair.
Por ser como uma vela ao vento, cuidado ao trabalhar ao ar livre fixado num tripé leve. O vento se encarregará de derrubar seu monitor.

Conclusão
Eu recomendo a aquisição deste monitor, principalmente porque 80% dos produtores e cinegrafistas trabalham com orçamento de baixo custo, o que cabe perfeitamente bem em seus orçamentos. Caso sua proposta de trabalho seja para grandes empreitadas, neste caso sugiro adquirir modelos 100% profissionais, como IKAN, MARSHALL, entre outros.
Adquira seu modelo com Lucas Lapa - http://www.lucaslapa.com.br/

Vale o bordão "BBB", bom, bonito e barato.
Ficha Técnica
Tela – 7 Polegadas TFT LCD Retroiluminada por LED (16:9)
Compatível com DSLR com Entrada HDMI
Resolução: 1024
×600 até 1920×1080
Formato: 16:9/4:3
Brilho: 250cd/m2
Contraste: 800:1
Angulo de Visão 160°/ 150°(H/V)
Voltagem DC 12V (Conexão XLR DC)
Entrada de Sinal: HDMI, YPbPr, Composite, AV1
Saída de Sinal: HDMI
Corrente: 650mA
Standby ≤50mA
Consumo ≤7,8W
Saída de Audio: ≤1W
Alto-falante: ×1(frontal)
Tamanho: 194.5×150×38.5mm
Peso: 480g
Slot de bateria Sony  (Modelos NPF-970, NPF-960, NPF-770, NPF750, NPF-570, NPF-550)
Bateria das câmeras DV: DSCR1/F/S/MVCCD/E /HC15E /HC1E /AE1u /DCRTRV828/E/CCD-TRV116 /DCR-DVD /PS105K /300K /10P/1E series 
Slot de bateria Panasonic (Modelo: QM91D e outras)
Bateria das câmeras DV: DCR-TV480 /CCD-TR748 /CCD-TR748E /CCD-TRV(Hi8) Series /DCR-HC(MinDV) Series /DCR-HC Series/DCR-TRV (MiniDV) Series

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

QUANTO COBRAR POR SEU TRABALHO



O que mais vejo como dúvidas a respeito do n osso trabalho, é como fazer um levantamento de custos para saber quanto cobrar pelos nossos serviços. Cada um na verdade, sabe “quanto custa  seu suor, sangue, lágrimas e capacitação pessoal”. Para colaborar para você chegar a um denominador comum, dou algumas dicas para se chegar a um número-base.

Qual o tipo de trabalho
Para diferentes tipos de trabalhos requer diferentes tipos de necessidades. Portanto, custos diferentes.  Você pode organizar sua tabela ou portfólio, por pacotes. 2 ou mais câmeras, Making Of, acessórios extras como Glidecam, slider, recursos de captação como time-lapse ou câmera no carro, e por aí vai. Crie seus pacotes diferenciados e dê nomes à eles.

Despesas com equipe
Você até pode trabalhar sozinho, mas uma andorinha só não faz verão. O bom é sempre estar acompanhado por outro cinegrafista e um bom assistente. Hoje é comum uma equipe ser formada por, no mínimo, três profissionais. E conforme o grau de complexidade da execução de seu pacote podem ser incluídos mais profissionais, como mais cinegrafistas, motorista, segurança, etc.
Todos eles aumentam seus custos, que devem ser repassados ao seu cliente.
Em minha região um freela de cinegrafista vale R$ 250. O freela com a própria câmera vai de R$ 350 a R$ 500. Assistente de R$ 50 a R$ 150.  Isso equivalente a meia-diária (umas 8 horas disponível). E dependendo muito da capacidade profissional de cada um. 


Deslocamento
Você pode embutir um deslocamento de equipe (custo de veículo) dentro de seu pacote que seja coberto na região onde você atua, que chamamos de Grande, Grande São Paulo, Grande Rio, Grande Florianópolis. Trabalhos além destas áreas geográficas devem conter taxa de deslocamento, que são pequenos valores incluídos por km rodado.
Eu uso as seguintes fórmulas.

PR : 07 = QL
QL x PC = X
X = Custo de deslocamento

PE = Percurso estimado (calcule quantos km irá rodar ida e volta)
07= Consumo médio (uso sempre esta média alta para ter um valor final.
QL= Quantidade Litros de combustível.
PC = Preço do Combustível de sua região.
X = Custo do seu deslocamento (que deve ser repassado ao cliente).

Vamos a um exemplo. Faremos uma gravação saindo da cidade de Salvador/BA com destino a Ilhéus/BA. São 470 Km. Multiplicaremos por 2 para termos a distância de ida e volta, e acrescentaremos mais uns 10 Km como margem de deslocamento dentro da cidade. Você pode acrescentar o que quiser. Faça seu planejamento. Nosso total de Km foi de 950 Km.
O preço da gasolina é de R$ 2,95. Então vamos fazer nossa continha.
950 (distância) : 07 (consumo) = 135,71 (Quantidade litros combustível)
135,71 x 2,95 (Preço combustível) = 400,34 (valor em real que devem ser cobrados do cliente).

Caso você queira cobrar pelo deslocamento real, pegue este valor e divida pela distância. Dará R$ 0,42 por Km rodado. Você pode zerar o odômetro e cobrar depois o total do cliente. Eu particularmente prefiro cobrar antes.

Hospedagem e Alimentação
É preciso ver quanto tempo vai demorar o trabalho. Veja os valores de hotéis (eu sempre pesquiso por até 3 estrelas e o mais próximo do local do evento) e calcule o número de pernoites junto ao número de pessoas.
No caso da alimentação, calculo 03 refeições por dia para cada pessoa. Eu cobro R$ 15 por cada refeição. Então são R$ 45 por pessoa/dia.

Pós-produção
Este é um assunto bem particular. Tem quem invente um valor, tem quem não cobre. Mas o ideal é sempre se ter uma referência de custos. Calcule o tempo médio que se leva para editar um casamento. Calcule quanto o seu editor ganha por dia. Divida o valor do dia dele por 2. Multiplique pelo numero de dias que você leva para entregar o produto final. Pronto, aqui já se tem uma referência de valor de edição.

Taxas e impostos
O certo é sempre incluir os impostos de sua região, principalmente se você tiver empresa registrada. Lembre-se que você paga impostos, IR, contador, despesas de luz, água, aluguel, etc. Eu costumo pegar o valor de meu imposto, multiplicar por 2 e incluir nos valores. Esta multiplicação já cobre as taxas além dos impostos.

Valor final
Você pode apresentar dois tipos de orçamentos ao seu cliente. Um com um preço único, ou outro discriminando separadamente os extras (Deslocamento, hospedagem e alimentação). Os demais itens eu nunca apresento, pois é parte do segredo empresarial de cada um.
Com todos os cálculos feitos e um número descoberto, acrescente sua margem de lucro, que pode ser de 20% até 200%. Depende de sua região, do poder aquisitivo de seu cliente e até da concorrência em seu mercado.
Se você tiver qualidade diferenciada, pode cobrar por isso e ficar acima dos outros. Se você for mais um na multidão, enxugue seus custos para brigar com as outras produtoras e ter um preço atraente. Estas últimas opções já são o “pulo do gato” que cada um descobre para si e não conta pra ninguém. Nem eu.

Sucesso na sua nova tabela de preços!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

LEDS W160 E W260

LEDS chineses cada vez melhores e mais baratos.


Com os custos da energia politicamente correta cada vez mais em conta, a cada dia que passa novos modelos de iluminadores a LED invadem o mercado. Grande maioria produzidos do outro lado do mundo, pelos chineses. Um cuidado que todo usuário de luz fria deve ter é quanto a eficiência luminosa que estes produtos devem oferecer. E a facilidade de operação durante uma gravação.
Nesta semana recebi de Lucas Lapa dois belos modelos de LED para um review completo. O Pro LED W160 e Pro LED W260, ambos da fabricante chinesa Wansen Digital.

LED W160
Equipado com 160 LEDs que produzem uma luz branca e extremamente limpa, este modelo oferece temperatura de cor de 5600K, com 1280 lux reais. Acompanha na embalagem dois filtros. Um fosco e um âmbar. Para facilitar  o entendimento do uso do lux, a potência máxima é obtida conforme o LED fica próximo ao assunto. Desta forma temos essas condições:
1280 Lux (1m)
320 Lux (2m)
160 Lux (3m)
80 Lux (4m)
W160 (menor) com o W260 (mais encorpado)

A luz do W160 não possui aquele efeito de flicker que costuma produzir serrilhados e tremidos nas imagens e conta um dimmer na parte traseira que permite regular a potencia de luz entre 25 a 100%. Esse dimmer é com botão giratório, que facilita a operação enquanto se grava as cenas.
Possui dois tipos de fixação: Uma direta no corpo do iluminador onde pode-se fixar na base de um tripé de luz e outro soquete de alumínio para encaixe direto na sapata da câmera.
O corpo do iluminador é totalmente de plástico mas possui resistência suficiente para resistir a uma queda, por exemplo, a um metro do chão.

Alimentação Diversificada, onde pode-se usar baterias Sony da Série NP-F (F970,F770,F570...), Série NP-FM (Fm50,Fm70,Fm90...), Série NP-FH (FH50,FH70,FH100...), Série NP-FV (FV50, FV70, FV100...), Panasonic (CGR-D16S, D54S...) com adaptador, ou 6 Pilhas AA.

Filtros âmbar para ajustes de temperatura de cor

Apenas um incomodo eu verifiquei neste modelo. O encaixe rápido da bateria Sony não é tão rápido assim. Deve-se tirar uma moldura de acabamento para se colocar a bateria, tendo o cuidado para checar se ela realmente ficou presa. Com um pouco de treino consegue-se uma troca bem rápida. Mas confesso que eu me atrapalhei um pouco.

Dimmer para ajuste de intensidade de luz


Teste de luminosidade com ambiente totalmente escuro (By Lucas Lapa)

Comparativo entre o W160 e outros modelos
LED W260
Este outro produto é mais bojudo e com porte mais largo que outros iluminadores. Possui 260 LEDs  de cor branca e com aspecto bem natural, sem aquela impressão de que a luz é branca demais que até parece azul. Corresponde a uma luminária de 400w com geração de 2400 lux de acordo com a tabela abaixo:

2400 Lux (1m)
600 Lux (2m)
300 Lux (3m)
150 Lux (4m)

Ambus usam pilhas AA e baterias Sony NP

Igualmente ao modelo anterior, este também possui dois tipos de fixação: Uma direta no corpo do iluminador para fixar na base de um tripé de luz e outro soquete de alumínio para encaixe direto na sapata da câmera. Neste teste não presenciei o efeito de flicker, usando uma filmadora Sony NX5 e uma Canon 5D mark II.
A alimentação também é diversificada, com uso para as baterias Sony série NP ou 6 pilhas AA. Em ambos os casos os dois modelos me surpreenderam pela autonomia da iluminação. Você faz um casamento completo, com cerimônia e recepção, sem necessidade de troca da bateria. Claro que, nos momentos de pausa, você deve desligar ou trabalhar com o dimmer em meia carga.

A moldura atrapalha um pouco um engate rápido da bateria

O W260 possui dois filtros. Um branco e um âmbar para alteração de temperatura de cor. Neste modelo especificamente, o encaixe é diferente. É pela frente dos LEDs com uma leve pressão de encaixe tipo click.
Uma deficiência de operação foi constatada por um de meus videomakers: ao ligar o LED, ele não entra em modo de iluminação. O dimmer é ativado no modo Zero. Então deve-se pressionar um botão de pressão até a luz ficar ativa. Basta desligar para novamente ter que fazer o mesmo processo. Um incomodo para quem não quer ficar apertando botão demais na hora de gravar.
Porém a claridade e abertura lateral gerada pelo LED atendem a todas as expectativas de se ter uma boa luz durante uma gravação.

Teste de luminosidade com ambiente totalmente escuro (By Lucas Lapa)

Comparativo entre o W260 e outros modelos
Conclusão
Para quem ainda possui filmadoras com necessidade de muita luz, o W260 pode atender razoavelmente bem e de forma barata as limitações do equipamento. Antes, modelos mais potentes estavam disponíveis apenas para marcas como COMER e SONY com os preços acima de mil reais. Agora não. Com faixa entre 150 a 300 reais pode-se adquirir bons iluminadores e aposentar, de vez, cabos e extensões, que por incrivel que pareça, ainda faz parte da realidade de muitos cinegrafistas em atividade. Ninguém merece.
Pode-se ainda, adquirir ainda o modelo W160 para uso em tripé e funcionar como luz de rebate ou de recorte, com a comodidade da independência total de energia das tomadas. Pode-se fazer uma boa luz, só com baterias, em qualquer lugar que se achar necessário.

Modelos de teste: W160 e W260
Ideal para: Filmadoras e DSLR
Como usar: Na sapata da câmera ou em tripés de luz
Alimentação: Múltiplas fontes

...






terça-feira, 2 de outubro de 2012

FOTOGRAFIA MANUAL



EXPOSIÇÃO
- O medidor de luz é diferente da configuração de exposição.
- Mantendo o seu medidor de luz em "0" não significa necessariamente que é o cenário perfeito. Só não AJUSTE muito longe do "0". Ajuste ao seu gosto.
- Os números positivos em sua definição de exposição fará suas fotos mais brilhantes.
- Os números negativos farão suas fotos mais escura.

ABERTURA
- Um pequeno número (como f/1.4) têm aberturas maiores, que permitem a entrada de mais luz.
- Alguns números (como f/16) têm aberturas menores, que deixam entrar menos luz.

VELOCIDADE DO OBTURADOR
- Visualizando os números 100, 250, 320, etc, sobre o seu visor significa "1 / (número visto)", como "1/100".
- Tente não usar 1/60 ou menos quando estiver com a câmera na mão. Neste caso, um tripé sempre será melhor.
- Usando mais exposição (velocidade do obturador) vai entrar mais luz.
- Usando menos exposição (velocidade do obturador rápido) vai deixar com menos luz.

ISO
- ISO é a sensibilidade da câmera à luz.
- Os números mais baixos são menos sensíveis à luz, que dão fotos mais suaves.
- Os números mais altos são muito sensíveis à luz, que dão fotos muito granuladas e barulhento.

CRÉDITOS
Material produzido pelo fotógrafo Miguel Yatco e adaptado por Keko Sinclair em lingua portuguesa.
http://livinginthestills.tumblr.com/cheatsheet

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

FILMANDO NA INGLATERRA


Acompanho há mais de 14 anos um dos maiores eventos em homenagem aos Beatles. Aliás, o maior evento do planeta: Festival Beatle Week in Liverpool/UK. Como todos os anos, a expectativa de tudo dar certo é o que mais me faz tremer, pois não posso esquecer de nenhum detalhe em uma cobertura deste tamanho. Principalmente porque em terras estrangeiras, o socorro pode não ser tão eficiente quanto o de nossa terrinha. E o compromisso de gravar, editar e enviar as matérias para os telejornais brasileiros em datas e horas marcadas, motivo maior que me leva todos os anos a cobrir este evento. Em 2001, dias antes das torres gêmeas serem atacadas, minha cobertura foi para a TV Globo local. E nessa época a maior dificuldade era de se ter notebook bom de edição e conexão rápida de internet para envio das matérias. Já agora, em 2012, minha cobertura foi para a Record Internacional, com 3 matérias a serem geradas, e uma local, para o SBT de Vitória/ES.


Minha primeira parada: Madrid, num calor de 35 graus.

Lembro aos viajantes que irão sair com seus equipamentos importados para outros países, de que atualmente a Receita Federal não faz mais o controle de saída e entrada de equipamentos. Caso você seja parado na volta com bagagem à declarar, deve apresentar a nota fiscal dos equipamentos, ou sinais de uso dos mesmos. Senão corre o risco de ter que pagar impostos sobre algo que já é seu.

Saí de São Paulo rumo à Madrid em 21 de agosto, numa viagem de 11 horas de duração. Ao chegar em Madrid, aproveitei para conhecer a megalópole e seus principais pontos turísticos. Madrid estava infernal, com termômetros alcançando os 35 graus. Sem vento, com ar seco.
5 horas depois embarquei para Liverpool, rumo ao aeroporto John Lennon. Em todos os aeroportos europeus, a devassa pessoal é imensa, com bagagem sendo revistada, minha câmera e laptop sendo tirados de minha mochila e, quase em uma vistoria dessas, perdia minhas 10 baterias originais Sony. Segundo a policial, baterias não são permitidas em bagagem de mão pois podem ser usadas como detonadores. Ainda bem que pude provar que era repórter cinematográfico. Comigo estavam uma repórter e uma produtora. Ufa.


Camarim do Cavern Club em Liverpool. Quente de fazer a câmera embaçar.
Já em terras da rainha, me dirigi a um confortável flat para montar o QG de produção. Cedo, no outro dia, começariam os eventos e a correria das gravações. E exatamente no dia de gravar a homenagem que os ingleses fariam a Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, que nos acompanhou em viagem, meu microfone Sennheiser, wireless, com canopla da Record, simplesmente não funcionou. Tentei de tudo. Resetar a memória, fazer scan de freqüência, receber auxilio de uma equipe de TV local, e nada. Compro o melhor, o mais caro, e quando mais preciso, não funciona. Graças a Deus, em viagens assim, prevejo o pior e levo desde ferro de solda até cabo de microfone. E foi o cabo que me salvou. Retirei o microfone da câmera e trabalhei "na coleira", com minha repórter. E tudo deu certo. Imagem editada e enviada ao Brasil.


Microfone Sennheiser que literalmente me deixou "na podre".
Durante a gravação dos shows, apenas com uma câmera, tinha que fazer o melhor. Para isso usei de meu conhecimento em eventos. Definia quais as musicas que eu deveria gravar inteira e me posicionava no centro da platéia. As restantes, eu buscava detalhes de palco, com closes de instrumentos, da banda, muito público e movimentação de bastidores. Desta forma eu tinha em mãos material suficiente para produzir um clipe completo e ainda imagens para cobrir as sonoras das matérias jornalísticas. Como a cobertura foi para TV, levei uma filmadora Sony NX5 que me daria uma garantia de boa captação de áudio nos eventos. Mesmo assim levei ainda um gravador de áudio Olympus LS-5 para captar o som geral. O gravador deu um banho de qualidade a um baixo custo de investimento. Custou U$ 199. Configurei-o para gravar continuamente, com noise reduction e em mp3 com taxas de 128 Kbps. Ficou perfeito. Levei um monopé de 30 reais comprado no Mercado Livre e a nossa produtora ficou responsável de ficar em frente as caixas para gravar o áudio. Usei ainda um cartão SDHC de 8Gb, mas o Olympus possui memória interna de 2Gb, nem precisava de cartão.


Gravador Olympus LS-10 e Kodak Zi8. Back ups nas mãos de nossa produtora

Já para estabilizar as imagens e ser prático para transportar, optei por um monopé Manfrotto, modelo 561 BHDV, com o tradicional pé de galinha. Me deu um conforto de operação com a cabeça hidráulica e com a altura que ele me proporcionava, pois podia suspender a câmera acima da cabeça do público. Em alguns momentos o monopé me serviu de steadicam. Eu equilibrava o peso da câmera no seu centro de gravidade e suspendia com uma mão e começava a andar. O resultado foi excelente. Em outros momentos, como na gravação no lendário Cavern Club, onde não se pode tirar o pé do chão pois outro pé toma seu espaço, o monopé serviu para as tomadas altas e o giro no próprio eixo.

Trabalhando com monopé Manfrotto (em primeiro plano na frente do telão)
Falando em Cavern Club, o night club mais famoso dos Beatles, onde os Beatles, antes de se tornarem famosos, começaram exatamente a tocar neste buraco. Literalmente um buraco. São 4 andares de subsolo em escada de degraus, onde se sai de uma rua à noite, em torno dos 17 graus e se penetra numa toca à uns 40 graus de vapor humano. Abafado, úmido e com cheiro de álcool e mofo. Fatal para os cinegrafistas e fotógrafos desavisados que vão gravar lá dentro. Se começar a operar o equipamento tão logo chegue da rua, simplesmente a câmera condensa, se molha completamente e, se ela não tiver dispositivo de desligamento automático, vai queimar seus circuitos internos. A lente é a primeira a embaçar totalmente, sem direito de limpeza com uma flanela. A única solução é chegar ao local com uma hora de antecedência e deixar a câmera se aclimatar ao ambiente. E só depois disso ligá-la para a gravação. Antes disso é correr risco de não gravar nada e ainda queimá-la. Foi isso que aconteceu com uma equipe de TV brasileira. Chegaram no meio do evento com a câmera ligada e o vapor tomou conta da filmadora. Não conseguiram gravar.

Exemplo de como uma lente fica em mudanças bruscas de temperatura
Outro desafio foi a decisão de que ilha levar para fazer as edições, em full HD, converter para o formato de TV e ainda gerar as imagens para as emissoras. Ah, e sem ter que gastar horrores com uma plataforma Mac. E nossa decisão foi comprar um notebook DELL, modelo Inspiron 14R, 3ª Geração do Processador Intel Core™ i5-3210M (2.5GHz até 3.1GHz com Intel Turbo Boost 2.0, 4 Threads, 3Mb Cache), Windows 7 Ultimate 64-Bit com Adobe Premiere CS5, Tela LED HD,  6 GB de SDRAM DDR3 a 1600 MHz, Disco Rígido 1TB, SATA (5400 RPM), Gravador de DVD/CD Dual Layer e Placa de Vídeo Dedicada Nvidia GeForce GT 630M 128-bit 1GB. E ainda um HD externo Toshiba USB 3.0 de 1Tb para back up dos arquivos. Tudo custou R$ 2.500,00. E o pequeno notebook deu conta do recado, sem travamentos, sem paus e com uma velocidade razoável de tempo de render. Gostei tanto que já adquiri mais 2 DELL para atender a demanda crescente da produtora e termos ilhas de edições portáteis que poderão acompanhar os trabalhos externos.

Estação DELL com i5 Geração 3. Não fez feio, aliás, surpreendeu
Repórter da Record Internacional e eu, correndo para preparar matéria, editar e gerar.
E assim foi mais uma empreitada na terra dos Beatles. 7 dias de corre-corre, cobertura de 9 shows, gravação, edição e geração de 4 matérias e retorno ao Brasil. E convivendo de perto com um astro internacional do Heavy Metal: Andreas Kisser, baterista do Sepultura.

EQUIPAMENTOS QUE FORAM UTILIZADOS

01 filmadora Sony NX5 (www.bhvideo.com.br)
01 LED HDV Z96 (www.lucaslapa.com.br)
01 HD Toshiba Canvio USB 3.0 (Mercado Livre)
01 Monopé Manfrotto 561 BHDV (Fábio Burini Eq. Fotográficos)
01 gravador Olympus LS-10
01 Filmadora Kodak Zi8 c/ Grande angular
01 microfone Sennheiser G3 100 (não funcionou)
01 Notebook DELL Inspiron 14R i5 (www.dell.com.br)


No ano que vem tem mais. Manterei vocês informados.
Grande abraço.

Matéria de TV que foi ao ar no Jornal da Record

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DESCULPAS AOS LEITORES


Venho pedir desculpas aos meus leitores por não ter feito novas publicações em meu blog. Estou com diversas demandas de trabalho e o tempo ficou curto e escasso, me impossibilitando de publicar novas matérias e até mesmo responder de imediato as perguntas feitas diariamente.

Para você ficar sabendo, recebo em média de 30 a 50 perguntas todos os dias, e que não me permite acumular as respostas, senão cria-se uma enorme bola de neve. Além de administrador da produtora de vídeo e cinegrafista corporativo, ainda estou me preparando para a produção de 2 campanhas políticas e uma viagem a Inglaterra para a cobertura de mais um festival Beatle Week. E o blog deu uma "bombada" no número de visitantes depois que dei uma entrevista a um programa de TV falando sobre blogueiros e publicações em internet.

Portanto venho a público dar esta satisfação e agradecer pela confiança e prestígio a todos que sempre procuram o blog para tirar dúvidas. Baixando a poeira, volto com força total.

No momento as postagens de perguntas estão pausadas temporariamente.

Um abraço a todos!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

VENDA DE EQUIPAMENTOS



Filmadora Sony Z7 - Semi-nova e perfeita, sem marcas de uso.
Hours Meter

- Operation: 79X10h
- Drum Run: 50X10h
- Tape Run: 40X10h
- Threading: 89X10h

A filmadora vem acompanhada dos seguintes itens:
02 Baterias de pequena e longa duração
Unidade de gravação em cartões CF
1 cartão CF Kingston (16gb)
Base i.Link
Adaptador de energia/carregador
Microfone Shotgun Sony
Controle remoto
Cabo de conexão A/V
CD-ROM com os manuais
Caixa

Valor: R$ 7.500,00 (Somente à vista)

Proprietário - Keko Sinclair/Memory Produções Brasil (keko.sinclair@hotmail.com)

Peço que neste e-mail o contato seja apenas para a venda da câmera. Perguntas sobre o blog só serão respondidas aqui.



Filmadora Sony FX1000 - Praticamente nova. Foi gravado 10 eventos.
Valor: R$ 5.500,00
Proprietário: NKG Studio / Samuel Rose Machado

Contatos: doob_sam@hotmail.com (Windows Live Messenger)
www.nkgstudio.com





Filmadora Sony Z7 - Pouco usada, extremamente cuidada, pois o dono usava apenas para filmagens eventuais.
Informações importantes no que diz respeito ao tempo de uso do equipamento:

Hours Meter

- Operation: 44X10h
- Drum Run: 14X10h
- Tape Run: 11X10h
- Threading: 55X10h

A filmadora vem acompanhada dos seguintes itens:
1 Bateria de longa duração NP-F970
1 Bateria de média duração NP-F570
Unidade de gravação em cartões CF
1 cartão CF Kingston (32gb)
Base i.Link
Adaptador de energia/carregador
Microfone
Microfone Sennheiser (de mão)
Iluminador SONY (HVL-20dw2) sem o vidro do iluminador
Controle remoto
Cabo de conexão A/V
Cabo de conexão fireware
CD-ROM com os manuais
Manual em português e inglês
Bolsa para transporte

Valor: R$ 8.000,00 (Somente à vista)

Proprietário - Cristiano Bastos (27) 9971-7341 / (27) 3090-5752


VENDIDA






terça-feira, 10 de abril de 2012

TIPOS DE LENTES PARA DSLR



Muitos leitores que tem ingressado no mundo DSLR encontram dificuldades em compreender as nomenclaturas dos vários modelos de lentes espalhados pelo mercado. Estou aprendendo também a cada dia, durante minhas pesquisas e com as perguntas dos visitantes do blog. Espero que este compêndio seja de grande utilidade para sua pesquisa na hora de adquirir lentes para sua câmera.

Lentes Zoom
Lentes zoom
Possuem a habilidade de variar a distância focal e com isso mudar a ampliação da imagem simplesmente girando um anel no corpo da lente.
Um simples exemplo: uma lente 28-200mm torna possível fotografar em grande angular e em tele à partir do mesmo ponto.


Lentes Fixas
Lentes de distancia focal fixa
As lentes de distância focal fixa oferecem um único ângulo de visão. Isso quer dizer que não é possível alterar o tamanho da imagem sem mudar a posição do local de onde se fotografa ou filma. Entretanto as lentes de distância focal fixa oferecem aberturas maiores, foco muito mais simples e são projetadas para cenas específicas. Por isso produzem efeitos e resultados melhores para o fim aos quais foram projetadas. 

Lentes Macro

Lentes macro
Usam ótica avançada para gravar imagens em tamanho real ou maiores. Estas características estão disponíveis em lentes com distancia focal fixa ou zoom.
Exemplo: Uma lente macro com razão de 1:1 produz images em tamanho real no filme, 1:2 produz imagens com metade do tamanho real e 1:3 um terço do tamanho real. 




LENTES CANON 

DO - Diffractive Optics (Otica Difrativa )
Tecnologia para lentes desenvolvida pela Canon que usa um elemento com ranhuras extremamente finas - pelicula de difração - gravadas. Estes elementos usam o principio da otica difrativa para desviar a luz. A vantagem das lentes DO é que elas podem ser feitas menores e mais leves do que as lentes normais. A desvantagem é que elas são muito caras. Lentes DO são identificáveis pelo anel verde claro impresso ao redor do final do corpo da lente.

EF - Electro Focus
Definição da Canon para as lentes com baionetas para o sistema EOS. As lentes compatíveis EF são projetadas para o sistema EOS e não se encaixam em nenhum outro corpo de Canon. As lentes EF tem diâmetro interno de 54mm e externo de 65mm e são maiores do que qualquer outro sistema 35mm. O sistema EF foi lançado em 1987 e é totalmente eletrônico.

EF-S - Electro Focus Short Back Focus 
Definição da Canon para uma variação da baioneta padrão EF usada pelo sistema EOS. A EOS 300D/Rebel Digital/Kiss Digital lançada em 2003 suportavam uma variação diferente das lentes EF comuns. As lentes EF-S 18-55 3.5-5.6 foram produzidas com uma distancia focal posterior mais curta. Isto permitiu que a Canon produzisse objetivas grande angulares mais baratas para usuários de suas SLRs digitais, que usavam sensores com tamanho APS de imagem movendo os elementos trazeiros para mais perto do sensor de imagem. O corpo cujo mecanismo do espelho foi modificado para se ajustar à distancia focal posterior eram compatíveis com as lentes EF e EF-S mas as lentes EF-S somente eram compatíveis com o corpo EF-S. As lentes EF comuns possuem um ponto vermelho saliente como indice de encaixe da baioneta. As lentes EF-S usam quadrados brancos.

EOS - Electro-Optical System (sistema eletro-ótico)
Nome do sistema das Cameras SLR da Canon e seus acessórios lançados em 1987. As lentes da linha EOS são totalmente controladas eletronicamente. Não possuem nenhum dispositivo mecânico para foco ou ajuste de abertura. Todos os ajustes são feitos por motores construidos na lente e não no corpo da câmera. Embora isto acrescente alguns custos na fabricação da lente tem a vantagem de cada motor de lente poder ser otimizado para o tamanho e tipo de cada lente, ao invés de prender-se ao sistema do corpo da câmera que tenha que se ajustar à qualquer lente que seja acoplada.

FD 
Sistema manual de lentes da Canon dos anos 1970 e 80 que usam um sistema de alavancas e pinos mecânicos para transmitir informações para a câmera.

IS - Image Stabilization (estabilização de imagem) 
Um complexo sistema, computadorizado, construido dentro de uma série de lentes vendidas pela Canon. Este sistema permite que a lente compense pequenos movimentos da câmera. As lentes IS possuem sensores giroscópicos que detectam movimentos e pequenos motores que alteram fisicamente um elemente ótico ou um grupo de elementos para compensar adequadamente o movimento. As lentes IS são extremamente úteis em condições de luz insuficiente, elas dão um ou dois pontos extras na abertura. Assim é possível usar velocidades mais baixas do que o normal. Elas não são úteis quando há muito movimento no assunto.
Fluorita de Cálcio, material usado pela Canon na linha de lentes da série L, é um cristal sintético, não vidro, com um indice refrativo muito baixo. É usado para controlar aberração cromática especialmente em lentes de distância focal mais longas. 

L - Luxury 
As lentes da linha profissional da Canon são identificadas com o rótulo "L" de Luxury. 
Exemplo: A serie 70-200 2.8L possuem pelo menos um elemento esférico de fluorita ou UD e são normalmente contruidas com uma qualidade ótica e mecânica mais elevadas do que as lentes não-L. Elas são prontamente identificadas pela faixa vermelha em volta do final do corpo da lente. Muitas são apresentadas na cor branca, pretensamente para mantê-las mais frias no sol. 

UD - Ultra Low-dispersion Glass (vidro de dispersão ultra baixa)
Elementos de lentes fabricados com vidros UD tem um indice de refração menor do que as de vidro comum. Tais elementos são, normalmente, usados para corrigir aberração cromática.

USM - Ultrasonic Motor (motor ultrasonico)
Nome dado pela Canon para seu sistema de motor de lente ultrasonico. Os motores ultrasônicos trabalham com o princípio do movimento induzido por vibração de alta frequência. Assim as lentes USM focam extremamente rápido e são quase silenciosas para o ouvido humano. Lentes Ring USM (que possuem o motor em um conjunto de anéis ao redor do corpo) não usam engrenagens o que torna possível o foco manual em tempo integral (FTM - Full-time Manual). Lentes USM com micromotores mais baratos, entretanto, usam engrenagens e normalmente não suportam FTM. As lentes não-L com motor USM são identificadas pela faixa dourada impressa no final do corpo.



LENTES NIKON

AF-D
Uma das muitas variações da linha de lentes F da Nikon. As lentes Nikon tipo AF podem transmitir informações de distância para o corpo da câmera. Os dados de distância do foco é usado pelo sistema de medição de matrix 3D da Nikon e pelo sistema de medição 3D dos flashs.

AF-DX
São lentes autofoco Nikkor projetadas para SLR digitais Nikon com fator de corte de 1.5x. Elas são menores e mais leves que as Nikkor padrão devido à não ter que cobrir todo o sensor (não full-frame). Em geral elas não são utilizáveis em corpo Nikon 35mm.

AF-I- Autofocus Integrado 
Em 1992 a Nikon seguiu o exemplo da Canon lançando uma nova serie de lentes com motor integrado ao copro da lente. Até então a Nikon só produzia sistemas autofoco no corpo das câmeras. Estas lentes são equivalentes às USM da Canon.

AF-S Autofocus Silent Wave Motor
Sistema de auto foco introduzido pela Nikon em 1996, principalmente em teleobjetvias.

AI - Aperture Indexing
Em 1977 a Nikon lançou uma série de lentes que podiam comunicar-se a abertura da lente para o corpo da câmera através de um contato mecânico. Estas lentes são facilmente identificadas pela "orelhas" de metal no seu topo. As que apresentam pequenos furos em cada orelha são lentes AI ou AI-S

AI-S
Outra variação das lentes F da Nikon lançada em 1981. Essencialmente são lentes AI com suporte para algumas automações a mais, como transmissão linear de informação de abertura.

F
Desde o lançamento da camera "F", que se tornou mundialmente famosa, a Nikon tem usado lentes com o mesmo encaixe básico, também conhecido como Nikon F. Esta padronização de encaixe de lentes contribui para a enorme variação de lentes à disposição dos usuários Nikon. Nikon F é um encaixe de baioneta. O encaixe e a camera foram nomeados em homenagem ao projetista chefe da Nikon Masahiko Fuketa. Embora o encaixe físico não tenha mudado desde 1959, a Nikon fez melhoramentos contínuos no design incluindo indexador mecânico (AI e AI-S), transferência eletrônica de (AF e AF-D) e lentes com motor de foco integral (AF-I e AF-S). Estas e outras variações significam que não há garantias de que uma lente Nikon específica funcionará perfeitamente com determinado corpo Nikon, mesmo que se encaixe fisicamente.
Em 2004 a Nikon lançou a F6 que, ao que parece, marca o encerramento desta linha.

AF-G
A linha G são lentes controladas eletrônicamente fabricadas pela Nikon que não apresentam anéis no corpo. Semelhantes às lentes da linha EOS da Canon lançadas em 1987, as lentes G da Nikon tem aberturas controladas eletrônicamente ajustáveis através de controles instalados no corpo da câmera. Portanto elas não podem ser usadas com câmeras Nikon mais antigas. 



D-Distance (distancia) 
As lentes AF-Nikkor do tipo D transmitem informação de distância para o corpo da camera SLR que possuem sistema de aferição de matriz colorida 3D e flash multi sensor 3D.

ED - Extra-Low Dispersion glass (vidro de dispersão extra baixa)
Vidros de alta qualidade para correção de aberração cromática. As lentes Nikkor com vidro ED apresentam definição e contraste superior, mesmo nas aberturas máximas. Super ED é um novo tipo de vidro que é usado junto com o ED em algumas lentes para um grau ainda maior de correção de aberração cromática.

VR - Vibration Reduction (redução de vibração)
Estas lentes são o equivalente da Nikon às IS(Image Stabilization) da Canon. Elas reduzem o efeito de tremido da câmera em cerca de 2 a 3 pontos de diafragma. Estas lentes só podem ser usadas com certos corpos top de linha da Nikon.




LENTES SIGMA 

ASP (Aspherical Lenses)

Os elementos não esféricos de uma lente podem reduzir o numero total de elementos necessários em um tipo de lente. Eles podem melhorar o desempenho e ao mesmo tempo reduzir o peso e o tamanho da lente.
As lentes Aspherical maximizam a qualidade ótica e minimizam o tamanho e o peso das mesmas. As lentes Aspherical reduzem alguns problemas normalmente associados com grande angulares e zooms, tais como flare e distorções das bordas.

APO (apochromatic)
Estas lentes apresentam um projeto apocromático e vidros especiais de baixa dispersão (SLD - Special Low Dispersion) para uma aberração cromática mínima e alta qualidade em telefotografia oferecendo contraste e nitidez.
Lentes (APO) Apochromatic minimizam enormemente as aberrações cromáticas, fenomeno que ocorre quando a lente não é capaz de focar ondas de cores de diferentes comprimento no mesmo ponto. Isto provoca a formação de imagens em pontos ligeiramente diferentes resultando em imagem de baixa qualidade.

RF IF (Internal and Rear Focusing)
O foco automático convencional é feito movimentando-se todo o conjunto de lentes ou apenas movendo o grupo de lentes frontal.
Para as lentes Tele e Macro a Sigma desenvolveu um sistema de foco interno que move um grupo de elementos dentro do tubo da lente, melhorando significativamente as capacidades macro. Para as super grande angulares com diametro frontal amplo criou o sistema de foco traseiro (Rear Focusing System) que move apenas o grupo de elementos traseiro.
Para as lentes de médio alcance usa o sistema de foco interno que move o grupo de elementos interno para permitir uma distancia focal mínima mais curta. Tudo mantendo um comprimento físico constante do corpo das lentes.

HSM (Hypersonic Motor)
Permite auto e manual foco de resposta rápica, virtualmente silencioso, como também sobreposição de foco somente manual

UC - Ultra Compact (Ultra compacta)
São as menores e mais leves lentes do seu genero disponíveis.

DG - Digital
As lentes com esta sigla são projetadas especialmente para câmeras digitais SLR. Entretanto podem ser usadas normalmente em câmeras 35mm. DG é a lente atualizada pra não dar incompatibilidade de software com máquinas digitais. Mas funcionam em qualquer camera.

DL - Deluxe
As lentes DL são lentes completas a despeito de seu preço modesto. Como outras lentes Sigma elas são distribuidas com parassol original e incremento de 1/2 ponto em abertura manual, escala de profundidade de campo e marca de correção de infravermelho.

DF - (Dual Focus)
As lentes Dual Focus (DF) são mais fáceis de segurar porque o anel de foco não gira durante o Auto Foco e mesmo assim proporciona rotação adequada do anel de focagem quando o sistema de foco estiver em modo manual.

HF - Helical focus
Este sistema elimina a rotação da parte frontal da lente permitindo o uso de um parassol completo e facilitando o uso de filtros polarizadores.

EX - Excellence
Linha de lentes profissionais da Sigma. Estas lentes apresentam a sigla EX e o logo EX no corpo da lente. 



 DICAS
Os "mm" significam distância focal. Quanto maior, mais aproxima o objeto da câmera e menor será o angulo de visão. Se tiver um único valor, tipo 50mm, é uma lente sem zoom, ou fixa. As lentes fixas são muito utilizadas em registro de decoração ou em ambientes controlados, tipo estúdios e externas. Para eventos em movimento o ideal é ter zoom. Se tiver uma faixa (ex. 16-45mm) é uma lente zoom, que assume qualquer valor entre 16 e 45mm.

F/2.8 é a abertura máxima da lente. Em lentes zoom muitas vezes existe uma faixa, por exemplo, f/3.5-4 significa que a abertura máxima é f/3.5 no zoom mínimo e f/4 no zoom máximo. Quanto menor o número de abertura, mais luz entra na lente e, consequentemente, na camera. Você pode filmar em lugares escuros sem nenhuma iluminação artificial. Você também consegue diminuir o campo focal. Lentes com estes recursos são mais caras que as com dificuldades de absorção de luz. O ideal para quem vai filmar, é adquirir lentes, com, no máximo, 2.8 de abertura. Acima disso são denominadas lentes escuras.

Régua Fotográfica - Aprenda os ajustes principais de forma simples.

Fontes: 
www.nikon.com 
www.canon.com 
www.sigmaphoto.com 
www.bwfoto.com.br 
www.dpreview.com

● Quem está aqui agora

● Estamos chegando a 2 milhões de acessos!

Twitter Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Download from Blog Template